Ontem publiquei um artigo - COMPORTAMENTO PROFISSIONAL DENTRO DA EMPRESA - que levou a que me tivessem mandado algumas questões que achei relevantes partilhar com todos:
- a primeira, então qual o perfil comportamental procurado pelo mercado de trabalho?
- a segunda, como gerir a carreira em momento de crise?
E, já sabes que o TU à la mode está cá sempre para ajudar. Por isso, fiz, então, um levantamento interessante...
Então, QUAL O PERFIL QUE O MERCADO BUSCA?
Esta é a pergunta que se fazem os profissionais, tanto gestores de negócios que buscam colaboradores e profissionais de RH, como também aqueles que buscam emprego, ou seja, os mais interessados em descobrir resposta para tais questões: qual é o perfil que está em alta? O que as empresas querem?
Bem, a resposta pode ser simples ou complexa, dependendo do ponto de vista. É simples na racionalização. O mercado busca perfis de pessoas que produzam resultados. Ponto final.
Entretanto essa simplicidade, ou melhor, essa "obviedade" esconde uma complexidade paradoxal. Porquê? Porque é preciso detalhar o que é considerado resultado, como ele pode ser avaliado e que tipo de pessoa tem perfil para exercer as tarefas que levarão a esse resultado.
Cada função requer perfil ou competências comportamentais próprias, além, é claro, das competências técnicas, que são relativamente fáceis de identificar. A complexidade maior está nas competências comportamentais, pois estas representam cerca de 70% das variáveis que irão determinar o sucesso do indivíduo na função. É muita coisa para arriscar uma contratação ou promoção errada, não é mesmo?
Como determinar o perfil adequado para um cargo? Existem tecnologias de Análise de Perfil Pessoal (PPA – Personal Profile Analysis) disponíveis que permitem desenhar o perfil comportamental desejado. Muitas empresas já utilizam essa tecnologia, que traz grandes benefícios em termos de desempenho e retenção de talentos nas empresas.
Entretanto, algumas dificuldades no processo seletivo podem ser notadas. Por exemplo, alguns tipos de perfil podem rarear no mercado, porque todas as empresas os querem. Usualmente, perfis com características de alta dominância, como foco em resultados, competitividade, alta influência, comunicação, flexibilidade, ritmo e adaptabilidade são frequentemente solicitados e não há candidatos em número suficiente com essas características. Assim, muitas vezes são contratadas pessoas com perfis diferentes. O resultado: desempenhos sofríveis e até medíocres!
Uma solução é estares preparado e desenvolveres as competências que o teu emprego ou aqueles que ambicionas, exige. Outra, está nas prórpias empresas desenvolverem essas características nas pessoas que já estão na organização. A ideia é trabalhar as máscaras profissionais, ou seja, os comportamentos que os indivíduos ostentam em seu ambiente de trabalho. Não se trata aqui de mudar a personalidade, mas de compreender as necessidades de mudança e adequação, de modo a fazê-los aceitar essas mudanças e mesmo buscá-las, uma vez que isso irá impactar positivamente na sua vida profissional. E, convenhamos, todos estamos interessados em melhorar as nossas carreiras.
Esse processo poderá ser sustentado por coaching, por exemplo, que irá impulsionar o indivíduo para efetivamente praticar as mudanças comportamentais descritas e um processo ponderado e planeado a 360º.
Estamos em crise e por isso cada vez mais se torna relevante o conceito de se trabalhar as máscaras profissionais dos indivíduos, exatamente em função de que encontrar os talentos já talhados como precisamos é cada vez e em tempo necessário. O talento normalmente é sinónimo de desempenho, competitividade.
Assim, se as empresas não conseguirem encontrar o talento que querem no mercado, a saída é desenvolver os talentos que têm dentro da empresa, e/ou contratar pessoas que já as possuam de outras empresas e que possam integrar rapidamente...
(artigo desenvolvido com a ajuda de Edson Rodriguez, um especialista em gestão comportamental e profissional)

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