ENCONTRE O SEU VERDADEIRO EU, REINVENTE-SE E MUDE!

ENCONTRE O SEU VERDADEIRO EU, REINVENTE-SE E MUDE!
Este artigo é muito bom e dirige-se a quem está naquele "beco sem saída", acha que não é feliz mas não consegue sair do rame-rame!



ENCONTRE O SEU VERDADEIRO EU, REINVENTE-SE E MUDE!

Mesmo numa época de grande recessão económica, não devemos esquecer os nossos sonhos e, principalmente, não devemos usar a desculpa da "crise" para sairmos da nossa zona de conforto (acha que está seguro no seu emprego actual?). Mudar faz parte de uma carreira interessante, rica e intensa. Deixamos-lhe algumas ideias que o vão ajudar a encontrar o seu eu verdadeiro e novas oportunidades!

Muitas vezes damos por nós próprios presos: presos a um emprego respeitável, mas desmotivante; presos a uma empresa durante mais tempo do que tínhamos planeado; ou presos à perda de tempo que é passar os dias num emprego que é mais do que aborrecido. No entanto, por muito presos que nos econtremos, a liberdade é sempre possível. Basta sermos determinados na nossa decisão de alterar as nossas vidas e despoletar uma mudança positiva.

Conte-nos a sua história
Hermina Ibarra, escritora e consultora de gestão de carreiras, escreveu uma série de artigos para a Harvard Business Review e publicou Working Identity: Unconventional Strategies for Reinventing Your Career, um livro dedicado a ajudar os profissionais de todas as áreas a reinventar as suas carreiras. O conselho que tem para nos dar é astuto e simples: ela desafia todos aqueles que querem mudar de carreira a definirem o seu futuro, através... de uma história.

De acordo com Hermina Ibarra, se formos capazes de desenvolver a nossa história de vida, os momentos mais marcantes, a nossa infância, as nossas amizades e opções de vida, ficamos melhor preparados para uma mudança de direcção profissional ou pessoal. A narrativa do nosso passado, facilita-nos a transição para o futuro. Aliás, a razão pela qual muitas pessoas se sentem "presas" nas suas carreiras deve-se ao facto de não serem capazes de visualizar totalmente a sua própria história de vida. Assim, a história dá-nos contexto. Dá-nos significado e sentido às nossas vidas.

Digamos que o leitor é um gestor numa grande empresa. Começou a sua carreira a trabalhar na criação de publicidade, mas foi-se voltando lentamente para uma vertente mais focada no marketing e evoluiu até ao topo da carreira da sua área. Neste momento, está à procura de um emprego novo, divertido e motivante, mas não sabe exactamente qual. As coisas à sua volta mudaram muito, muitas empresas criaram novos cargos e até mesmo departamentos de "especialistas de marketing"; outras desapareceram. Sente-se numa encruzilhada.

Ao reflectir sobre o seu percurso profissional e a sua história de vida, vai juntando as peças de um puzzle, compreendendo como as experiências anteriores que adquiriu em diferentes áreas o prepararam para mudar de rumo, ainda que para uma profissão totalmente diferente das que desempenhou anteriormente. Basicamente, compreendeu-se a si mesmo e deu valor a si próprio ao narrar a sua história.

Ibarra afirma que "num tempo de transição tão rápida, contar uma história apelativa a colegas, chefes, amigos e família - e até mesmo a estranhos numa sala de conferências - inspira a crença nas nossas motivações, personalidade e capacidade para atingir os objectivos que estabelecemos"

A introspecção, ou auto-análise, é talvez uma das ferramentas mais importantes quando se procura uma mudança de carreira. Antes de avançarmos para uma mudança, é necessário:

Procurarmos bem dentro de nós se somos capazes de assumir claramente que gostaríamos de mudar de carreira;
Depois, a decisão sobre o tipo de mudança que se quer. Será que estamos à procura de um trabalho mais desafiante? De um salário mais elevado? Ou será que estamos à procura de algo completamente diferente?

Em terceiro lugar, temos de nos preparar mentalmente para essa mudança. Vamos mudar não só de emprego, colegas e, muitas vezes, de ordenado, mas também de rotinas diárias. O facto de se ser novo numa área, seja ela qual for, deixa-nos muito mais abertos à crítica do que em qualquer outro momento. Todas as dificuldades inerentes a um emprego novo são aumentadas pelo simples facto de estarmos na função há pouco tempo. Quando encontrarmos um equilíbrio entre todas essas mudanças e nos conseguirmos ajustar a elas, vamos ser capazes de ser bem sucedidos.

Viver com medo da mudança não é saudável

Se passar muito tempo a ler as notícias sobre os despedimentos massivos a que temos assistido recentemente, a sua saúde física e mental vai sofrer. É um desperdício de energia e de vida ter medo de mudar; aliás, É UM DESPERDÍCIO TER MEDO DE QUALQUER COISA QUE PODE, PODERIA, QUEM SABE TALVEZ ACONTECER OU NÃO! No entanto, se se concentrar em liderar a mudança, se se focar em construir, ficará surpreendido como é possível fazer acontecer aquilo que mais deseja!

(Artigo por António Jesus)

... vá... MEXE-TE!

FAZER NETWORKING É IMPORTANTE...

FAZER NETWORKING É IMPORTANTE...
FAZER NETWORKING É IMPORTANTE...

Para quem ainda não está familiarizado com esta buzzword, networking é uma palavra que significa a capacidade para criar, desenvolver e manter redes sociais. E por redes sociais entendemos, neste contexto, como pessoas a sério, não tecnologias Internet; estamos a falar do grupo de pessoas que conhece e a quem seria capaz de se dirigir e propor uma oportunidade de fazer negócio, convidar para um evento ou simplesmente trocar algumas ideias sobre determinado assunto.

Qualquer gestor conhece bem o poder do networking e sabe como é tão importante, não só para expandir novas oportunidades de negócio como também para o desenvolvimento da sua própria carreira. No entanto, a maior parte dos gestores sabe que devia ver o networking como parte integrante do seu trabalho mas não o faz. Manter as redes sociais vivas é um pouco como tratar de um jardim: é necessária uma atenção permanente.

É, todavia, surpreendente que tantos gestores se recusem a fazê-lo de uma forma dinâmica. Simplesmente detestam a ideia de entrarem numa sala cheia de estranhos, fogem de eventos sociais onde se reúnem dezenas de potenciais clientes ou empregadores.
No mercado de trabalho de hoje em dia, o networking é essencial para se conseguir uma boa colocação. Cerca de dois terços das novas oportunidades de emprego surgem através de uma forma ou outra de contacto pessoal, e esta proporção é tanto maior quanto mais elevada fôr a responsabilidade do cargo em questão. É pela confiança na pessoa que vai desempenhar a função e das provas que já se foi capaz de dar no mercado que se consegue chegar a um cargo de Direcção ou Administração.

Então por que é que tantas pessoas à procura de emprego continuam, teimosamente, a esquecer o networking?

O networking é um processo sistemático de estabelecer e manter relações para procurar informações e recursos de modo a atingir objectivos específicos. O seu propósito consiste na criação de relações e interacções a longo prazo e não tanto de ligações curtas e rápidas, do tipo "olá - adeus". Serve para aceder a todo o tipo de informação e a uma grande variedade de recursos de modo a concretizar objectivos profissionais individuais e até mesmo objectivos de uma equipa ou de um grupo de trabalho.

Algumas pessoas têm uma opinião negativa sobre o networking. Essas pessoas vêm-no como uma actividade egoísta que dá ênfase à ideia "Para que é que esta pessoa me serve?" No entanto, o networking sensato serve não só para atingir objectivos pessoais, mas também tem de dar resposta ao seguinte:

"Como é que posso ajudar esta pessoa ou esta equipa? O que é que eu posso dar? A que tipo de informação tenho acesso? Que tipo de apoio posso dar?"

O segredo é a reciprocidade. Trata-se de conseguir o que se precisa para se atingir objectivos ou cumprir um trabalho de forma eficaz ao mesmo tempo que se dá aos outros aquilo de que precisam de forma a atingirem os seus objectivos ou cumprirem o trabalho de forma eficaz.

1. A ferramenta mais poderosa para desenvolver activamente a sua rede social consiste em dar. Ninguém pode ambicionar a desenvolver uma rede grande e poderosa sem tomar primeiro a iniciativa. Aceder a pequenos pedidos de ajuda, agradecer a iniciativa que outros membros da rede tomaram, contactar espontaneamente outros membros e oferecer-se para os ajudar são os primeiros passos. Dar, sempre;

2. Igualmente importante é ser capaz de pedir. Quando se precisa de algo de alguém, pede-se simplesmente. Se a outra pessoa não acede, vai certamente explicar-lhe porque não o pode ajudar, ou pede-lhe algo em troca e inicia-se um processo de negociação. Muitas vezes não conseguimos o que queremos porque não temos a humildade suficiente para pedir.

3. Por fim, comunique! Fale sobre as suas ideias! Não existe melhor forma para as tornar mais claras na sua própria mente. E ao falar da Primeira ideia pode surgir a Segunda ideia - que até pode partir de outra pessoa qualquer - e essa ideia pode ser ainda melhor. Além disso, quando partilha, os outros também vão partilhar e fica-se com uma sensação de apoio mútuo.

(artigo escrito por António Jesus)

LIBERTA-TE DOS TEUS MEDOS…

LIBERTA-TE DOS TEUS MEDOS…
LIBERTA-TE DOS TEUS MEDOS…


Quem tem medo? Todos! Falar em público, tocar em aranhas, andar de avião, etc... O segredo para ultrapassar os teus receios é mesmo enfrentá-los!


Todos temos a capacidade de sentir medo. O medo mais comum surge da necessidade de adaptação das pessoas ao desconhecido. Outras vezes, gera-se devido à possibilidade de rejeição/aceitação. Ou nasce do desconhecimento, como no caso de quem tem medo de andar de avião que, por vezes, desconhece por completo o seu sistema de funcionamento e não sabe que a probabilidade de este cair é mínima.

Todos estes processos são normais! Mas se sentes que os teus receios se traduzem num estado de nervos e que limitam o teu dia-a-dia, que existem certas coisas que te bloqueiam e te impedem de agir normalmente, talvez necessites de aprender a pôr-lhe um travão.

Como?
1- Muda a tua forma de pensar e de actuar. Sê mais flexível.
2- Analisa o que faz surgir o medo e de onde vem o receio. Assim, poderás enfrentá-lo mais facilmente.
3- Conhece a tua própria forma de processar informação: o que pensas sobre o mundo, sobre os outros e sobre ti. Estes pensamentos condicionam o teu estado de espírito e a tua conduta. Tenta identificar os pensamentos que te inibem e verifica se são racionais e válidos. Substitui os que não são.
4- Se a situação está realmente descontrolada e se a ansiedade tomou conta de ti, procura um psicólogo. Tenta perceber, juntamente com ele, quais são os teus medos e dúvidas.

A verdade é que tudo pode acontecer, inclusive NADA!

… vá… MEXE-TE! Evolui!

COMO GERIR A CARREIRA EM MOMENTOS DE CRISE?

COMO GERIR A CARREIRA EM MOMENTOS DE CRISE?
E COMO GERIR A CARREIRA EM MOMENTOS DE CRISE?

Algumas mudanças fundamentais estão a acontecer todos os dias com grande impacto na gestão das carreiras de milhões de profissionais em todo o Mundo. Soube por exemplo, que a Sony vai despedir oito mil pessoas, seguindo um plano de reestruturação da empresa que visa atenuar os efeitos da crise mundial. A Toyota e a Tyco anunciaram também paragens de produção significativas, entre muitas outras notícias do género que têm sido publicadas nos principais jornais de economia. Tenho a noção que estas empresas têm os melhores gestores e os melhores profissionais do Mundo, mas como é que se pode sobreviver num ambiente destes?

Despedir pessoas é uma medida dura e acredito que nenhum gestor responsável goste de a tomar, mas normalmente tem um impacto rápido na redução de custos das empresas, permitindo salvar algumas da falência certa. Muitas vezes, os despedimentos em massa evitam as falências em massa - são uma decisão de gestão à qual nenhum gestor responsável deveria fugir. No entanto, ao despedirem pessoas desta forma, não estão os gestores também a desfazerem-se do seu principal meio de produção?

Então, crise financeira ou capital humano?

Que não hajam dúvidas, o capital humano é mais importante do que o capital financeiro. São as pessoas que detêm os principais meios de produção: ideias, emoções, conhecimento e experiência. Em qualquer empresa moderna, seja uma software house, uma sociedade de advogados, uma agência de publicidade, uma fábrica ou um banco, 70 a 80 por cento do trabalho realizado é intelectual. Hoje, todas as empresas concordam que a inovação é o principal factor de competitividade e que o cérebro humano, o computador mais evoluído do mundo, não é propriedade dos sócios nem dos fundos de investimento.

Claro que em Portugal, os grandes interesses económicos internos e externos ao país, vieram baralhar isto tudo, e isto pode significar mais risco para uns e mais oportunidades para outros.

No estudo da Global Entrepreneurship Monitor sobre empreendedorismo (ver o relatório a que nos referimos aqui) verificamos que são os países mais pobres os que têm a maior a percentagem da população activa envolvida em actividades empreendedoras. Países como o Perú, as Filipinas, Colômbia, Jamaica e Indonésia estão no topo dos países com mais empreendedores do Mundo. A principal razão? A falta de oportunidades de emprego satisfatórias. Mas curiosamente, no outro extremo, o dos países mais ricos, também vemos taxas de empreendedorismo elevadas: Noruega, Estados Unidos e Islândia. Neste caso, os empreendedores querem aproveitar oportunidades de mercado.

Em Portugal, temos de decidir rapidamente sobre qual dos pontos nos podemos encontrar. A taxa de empreendedorismo é relativamente elevada (ver um relatório do INE sobre este assunto aqui) e quer seja pela falta de alternativas, quer seja pela melhoria da situação financeira e da realização pessoal, estar preparado para começar uma nova actividade é imprescindível. Iremos com certeza ver o nascimento de novas empresas como forma de responder ao desemprego e à insatisfação laboral.

Recibos verdes são precariedade ou liberdade?

Não posso estar mais contra a ideia dos falsos prestadores de serviços e acho mesmo que são um dos maiores problemas que temos para resolver. Por falsos prestadores de serviços entendo aqueles profissionais que colaboram com uma determinada organização e que não têm formalmente um contrato de trabalho, mas que na realidade são colaboradores como todos os outros dessa organização. É uma situação injusta quando a comparamos estes profissionais com aqueles que têm um contrato de trabalho, porque normalmente os trabalhadores independentes fazem mais contribuições para a Segurança Social e têm menos protecção contra o desemprego, baixa, etc. É um assunto que tem sido muito debatido e é certo que brevemente ocorrerão alterações à lei para tentar evitar este tipo de situações.

Mas, os profissionais independentes têm a oportunidade para diversificar a sua actividade, reduzindo o risco de desemprego. Ou seja, podem mais facilmente trabalhar para várias organizações (clientes) e negociar horários flexíveis. Podem aprender mais com a diversidade de experiências e dedicarem-se à sua própria formação.

Criar uma base de clientes pode ser extremamente difícil nos tempos que correm - falo por experiência própria - mas uma vez conseguindo-a, tem-se muito mais segurança no seu trabalho do que em qualquer outro emprego. Se prestar serviços a dez empresas diferentes, qual é a probabilidade de as dez prescindirem da sua colaboração de um momento para o outro? Parece-me menor do que a probabilidade de integrar as fileiras da Sony...

O sistema fiscal criou um regime simplificado para os empresários em nome individual e para os profissionais liberais que, dentro de algumas condições, não o obrigam a manter contabilidade organizada (embora seja possível optar por tal) e ainda assim permitem deduzir 80 e 30 por cento respectivamente do seu volume de facturação. É um regime que me parece suficientemente justo e que a partir de um determinado nível de facturação anual é mesmo mais eficaz do que a tributação de rendimentos do trabalho dependente.

Estabilidade ou estagnação?

Um dos maiores mitos da gestão de carreiras dos nossos tempos é o da estabilidade. Talvez por medo, vejo tantas pessoas a abdicarem dos seus sonhos e do seu talento em troca de um emprego perto de casa ou de um emprego que não lhes proporciona qualquer desafio às suas capacidades intelectuais ou à sua criatividade. As pessoas agarram-se ao que lhes parece mais seguro, ao mito do emprego para toda a vida, só para descobrirem que a estabilidade não existe.

A estagnação sim, existe e não há nada mais perigoso do que passar dez anos a repetir-se a si mesmo, dia após dia. Quando, por algum motivo, se vir obrigado a mudar de ambiente ou a ter que desempenhar uma profissão diferente da que estava habituado, percebe que a experiência que acumulou pode afinal não valer tanto como imaginava. Isso vai acontecer, inevitavelmente.

Como se lida com isto? Parece-me muito mais saudável (viável?) um estilo de gestão que desafia os seus colaboradores a saírem das suas "zonas de conforto", a arriscarem e a experimentarem novas aptidões, como fazem algumas multinacionais como a Google, a 3M e a Sonae porque dá aos seus colaboradores a grande vantagem de se manterem sempre "empregáveis" e nunca se aborrecerem.

(artigo de Ana Serafim)

Como gerir a tua carreira em tempo de crise? Desenvolve-te, adapta-te constantemente à mudança e ao teu mercado e torna-te indispensável à tua empresa! Age sempre, como se esse teu lugar fosse a tua empresa e sê empreendedor, visionário e conquistador de resultados. Fixa, já não há empregos para toda a vida, mas podes ser sempre tu na linha da frente! Por isso o Marketing Pessoal é tão relevante nos dias que correm!

QUAL O PERFIL QUE O MERCADO BUSCA?

Ontem publiquei um artigo - COMPORTAMENTO PROFISSIONAL DENTRO DA EMPRESA - que levou a que me tivessem mandado algumas questões que achei relevantes partilhar com todos:

- a primeira, então qual o perfil comportamental procurado pelo mercado de trabalho?

- a segunda, como gerir a carreira em momento de crise?

E, já sabes que o TU à la mode está cá sempre para ajudar. Por isso, fiz, então, um levantamento interessante...


Então, QUAL O PERFIL QUE O MERCADO BUSCA?


Esta é a pergunta que se fazem os profissionais, tanto gestores de negócios que buscam colaboradores e profissionais de RH, como também aqueles que buscam emprego, ou seja, os mais interessados em descobrir resposta para tais questões: qual é o perfil que está em alta? O que as empresas querem?


Bem, a resposta pode ser simples ou complexa, dependendo do ponto de vista. É simples na racionalização. O mercado busca perfis de pessoas que produzam resultados. Ponto final.

Entretanto essa simplicidade, ou melhor, essa "obviedade" esconde uma complexidade paradoxal. Porquê? Porque é preciso detalhar o que é considerado resultado, como ele pode ser avaliado e que tipo de pessoa tem perfil para exercer as tarefas que levarão a esse resultado.

Cada função requer perfil ou competências comportamentais próprias, além, é claro, das competências técnicas, que são relativamente fáceis de identificar. A complexidade maior está nas competências comportamentais, pois estas representam cerca de 70% das variáveis que irão determinar o sucesso do indivíduo na função. É muita coisa para arriscar uma contratação ou promoção errada, não é mesmo?

Como determinar o perfil adequado para um cargo? Existem tecnologias de Análise de Perfil Pessoal (PPA – Personal Profile Analysis) disponíveis que permitem desenhar o perfil comportamental desejado. Muitas empresas já utilizam essa tecnologia, que traz grandes benefícios em termos de desempenho e retenção de talentos nas empresas.

Entretanto, algumas dificuldades no processo seletivo podem ser notadas. Por exemplo, alguns tipos de perfil podem rarear no mercado, porque todas as empresas os querem. Usualmente, perfis com características de alta dominância, como foco em resultados, competitividade, alta influência, comunicação, flexibilidade, ritmo e adaptabilidade são frequentemente solicitados e não há candidatos em número suficiente com essas características. Assim, muitas vezes são contratadas pessoas com perfis diferentes. O resultado: desempenhos sofríveis e até medíocres!

Uma solução é estares preparado e desenvolveres as competências que o teu emprego ou aqueles que ambicionas, exige. Outra, está nas prórpias empresas desenvolverem essas características nas pessoas que já estão na organização. A ideia é trabalhar as máscaras profissionais, ou seja, os comportamentos que os indivíduos ostentam em seu ambiente de trabalho. Não se trata aqui de mudar a personalidade, mas de compreender as necessidades de mudança e adequação, de modo a fazê-los aceitar essas mudanças e mesmo buscá-las, uma vez que isso irá impactar positivamente na sua vida profissional. E, convenhamos, todos estamos interessados em melhorar as nossas carreiras.

Esse processo poderá ser sustentado por coaching, por exemplo, que irá impulsionar o indivíduo para efetivamente praticar as mudanças comportamentais descritas e um processo ponderado e planeado a 360º.

Estamos em crise e por isso cada vez mais se torna relevante o conceito de se trabalhar as máscaras profissionais dos indivíduos, exatamente em função de que encontrar os talentos já talhados como precisamos é cada vez e em tempo necessário. O talento normalmente é sinónimo de desempenho, competitividade.

Assim, se as empresas não conseguirem encontrar o talento que querem no mercado, a saída é desenvolver os talentos que têm dentro da empresa, e/ou contratar pessoas que já as possuam de outras empresas e que possam integrar rapidamente...

(artigo desenvolvido com a ajuda de Edson Rodriguez, um especialista em gestão comportamental e profissional)

COMPORTAMENTO PROFISSIONAL DENTRO DA EMPRESA…


COMPORTAMENTO PROFISSIONAL DENTRO DA EMPRESA…

Há diferenças de temperamento e comportamento entre os colaboradores podem tanto enriquecer como prejudicar a empresa. A boa notícia é que tudo isso pode ser trabalhado!

Toda empresa tem colaboradores com comportamentos distintos: o expansivo e brincalhão, que costuma ganhar a simpatia de todos; o mais acomodado, sempre levando as piores broncas; o líder natural, focado em resultados e objetivos; o calado e introspectivo, às vezes surpreendente na execução de determinadas tarefas. Enfim, inúmeros tipos de personalidades que, quando combinadas, podem fazer maravilhas pelos resultados e lucros de uma empresa ou simplesmente arruiná-la.

Na opinião do escritor, economista e terapeuta comportamental, Jamil Albuquerque, a maneira como a 'combinação' de temperamentos dos funcionários influi nos resultados da empresa e no clima organizacional é, pelo menos, e em parte, do chefe. "Cada gestor tem que saber como estimular as virtudes e minimizar os vícios comportamentais dos seus colaboradores. Quem está no comando precisa desenvolver a arte de lidar com pessoas difíceis; as melhores atitudes são acolher, corrigir e apoiar", afirma. Os profissionais, por outro lado, devem atentar para a moderação dentro do ambiente de trabalho, sob pena de prejudicar a própria carreira.

Jamil explica que os excessos decorrentes dos vícios podem resultar em atitudes consideradas 'gravíssimas'. "A falta do senso de equipa, preconceitos, não saber se comunicar, não se enquadrar nas normas da empresa, o pessimismo, ou o excesso de reclamações; tudo isto traz implicações negativas, tanto para a empresa quanto para o profissional", diz.

Virtudes
Para superar as falhas comportamentais, as virtudes podem e devem ser trabalhadas tanto pelos gestores quanto pelos próprios profissionais. Jamil acredita que entre as qualidades e habilidades procuradas no temperamento profissional estão a visão, inspiração, assertividade, planeamento, comunicatividade e percepção de sustentabilidade, atributos que não são exclusivos de apenas um tipo de comportamento e podem ser abordados de diferentes maneiras por diferentes pessoas.

Como as pessoas podem lidar com isso? Como minimizar as falhas e maximizar as boas características do temperamento? A resposta para essa pergunta, conforme Jamil, foi dada 400 a.C. pelo filósofo Sócrates. "Conhecer a si mesmo é a chave para moldar o comportamento; existem traços imutáveis no comportamento, mas também há traços mutáveis, que podem ser construídos ao longo da vida", indica.

Nove tipos
Para Jamil, existem nove tipos de comportamentos ou modelos de temperamentos profissionais. Cada qual conta com suas virtudes e vícios, de modo que não há um comportamento melhor ou pior. Confira:

1. Perfeccionista (ou geométrico) – Costumam atuar nas áreas financeiras ou contábeis das empresas. Geralmente são metódicos, porém intransigentes e maniqueístas, tendendo a não se preocupar com os resultados da empresa no geral, apenas com os próprios resultados;

2. Prestativo – Carismáticos e voluntariosos, geralmente ocupam cargos que envolvam contato com pessoas, como vendas e RH. Por se preocuparem demais com os outros, podem esquecer de si mesmos e desenvolverem um orgulho em demasia, por se acharem bem intencionados e solícitos;

3. Bem-sucedido (ou focado em resultados) – São considerados exemplos de dedicação, eficiência e realização profissional, mas o excesso de vaidade pode torná-los frios e manipuladores. São facilmente reconhecidos em atividades como advocacia, administração e consultoria;

4. Emocional (ou romântico) – Pessoas com essa linha de comportamento tendem a ser sensíveis, criativos e autênticos, mas podem se tornar críticas, invejosas ou mesmo irónicas por causa do idealismo exarcebado. Têm mais afinidade com áreas que exigem senso artístico e compreensão, como decoração, psicologia ou jornalismo;

5. Observador (ou introspectivo) – São equilibrados, racionais e analíticos, não gostam de estar dentro dos acontecimentos, preferindo ficar 'de fora', observando e analisando. Engenharia, Tecnologia da Informação e áreas relacionadas à pesquisa são as preferidas;

6. Questionador – As suas melhores características são a lealdade e o comprometimento; costumam ser precavidos e cautelosos, mas podem se tornar legalistas, ansiosos e desconfiados, avessos a mudanças. São hábeis na percepção de riscos, qualidade que os torna comuns em cargos de gerência;

7. Sonhador – Geralmente são criativos, otimistas e bons de improvisação, o que representa uma grande vantagem em tempos de crise; mas costumam ser livres de regras e horários, não se dão bem com o 'relógio de ponto'. Gostam de variar e detestam atividades mecânicas e repetitivas. São mais ligados às áreas que exigem mais ideias do que compromisso, como marketing e publicidade;

8. Confrontador – O tipo mais ligado à liderança. Pessoas com essa linha de comportamento são realizadoras e objetivas; mas quando o ego é insuflado por conta dos resultados, tendem a se tornar verdadeiros déspotas dentro da empresa, autoritários e intimidadores;

9. Preservacionista (ou indolente) – Ou às vezes chamado injustamente de 'preguiçoso'. É o tipo mais adaptável, pode exercer funções variadas dentro da empresa e aprender outras atividades sem protestar. Seu temperamento calmo e sereno o transforma num ótimo mediador, muitas vezes cedendo aos interesses dos outros e abdicando dos seus. Podem ser apáticos e proteladores, preferindo se afastar de desafios que pressuponham atritos e assumir a postura de 'o que decidirem para mim está bom'.*

E, então, quais são os comportamentos mais desagradáveis no mundo corporativo:

1 - Concorrência de mercado desleal – o primeiro comportamento altamente desagradável no mundo corporativo é a tentativa de autopromoção por meio mecanismos injustos. Exemplo dessa postura é se aproveitar de uma amizade interna com um gestor para que suas ideias tenham prioridade em algum projeto. Utilizar sua equipe como ferramenta de autopromoção também é visto como uma atitude antiprofissional e facilmente identificável.

2 - Recusa em aceitar desafios - as empresas são dinâmicas, o mercado exige pessoas competentes, interessadas e voltadas para resultados. Nesse sentido, desafios serão constantemente propostos e não aceitá-los é confirmar que você não tem interesse no sucesso da empresa. Bazzola lembra que o pensamento ‘eu não fui contratado e não ganho para isso’ nem sempre é válido. Fazer parte de um projeto novo, mesmo que tenha de trabalhar mais, sem que haja inicialmente um retorno financeiro, pode trazer muitas outras recompensas, sobretudo no que diz respeito ao aprendizado e à experiência.

3 - Denegrir colegas de trabalho – ponto inquestionável, quando o assunto é comportamento desagradável no mundo corporativo. Falar mal de colegas de trabalho tem implicações tão profundas que pode até motivar acusações de assédio moral. Denegrir a imagem de outros colaboradores mostra imaturidade e comportamento antiprofissinal, comenta Bazzola.

4 – Individualismo – existem dois tipos de individualistas: aqueles que são assim, pois têm problemas em dividir tarefas, ou seja, não desenvolveram tal competência, e aqueles que adotam esse tipo de postura para 'se mostrar', anunciando em todas as oportunidades que ele é o "faz tudo", que só ele tem capacidade etc. No primeiro caso, a solução é simples: desenvolva a habilidade de trabalhar em equipe. No segundo caso, é preciso que o profissional entenda que a empresa está voltada para resultados e não para os empregados. Ou seja, é preciso que haja velocidade e o individualista sempre pode travar os processos, então, por mais que você seja capaz de fazer tudo, sua individualidade em excesso vai sempre ser um ponto negativo.

5 - Falta de humildade – o problema da falta de humildade dentro de uma equipe é que esse tipo de atitude geralmente cria conflitos e causa desmotivação.

6 - Ser intolerante e inflexível – esse comportamento mostra que você não sabe receber críticas. De acordo com Bazzola, “profissionais intolerantes sabem que estão errados, mas mesmo assim não estão dispostos a mudar”. Lembre-se de que esse não é o tipo de profissional que as empresas querem.

7 - Não assumir suas falhas - quando um problema ocorre e um projeto, por exemplo, não sai conforme o esperado, todos sabem exatamente onde foi o problema. Tendo isso em mente, não assumir suas falhas, pensando em não abalar sua imagem, não vai ajudar em nada. A atitude profissional nesse caso é assumir as falhas e sugerir formas de reverter os danos, assim, o colaborador mostra que está aberto.

8 - Expor assuntos confidenciais da empresa – mal intencionado ou simplesmente por falar demais, expor assuntos confidenciais sempre pode colocar o profissional em uma péssima situação dentro da empresa. Se a estratégia for adotar esse tipo de comportamento para conseguir um espaço ou uma oportunidade no concorrente, saiba que a própria empresa interessada em suas informações não vai avaliá-lo como um profissional.

9 - Não valorizar contribuições de colegas - muitos profissionais simplesmente desconsideram a opinião e as ideias dos demais colegas. Isso novamente gera desmotivação, justamente o que as empresas não querem. Mesmo que uma sugestão exposta não seja do seu agrado, há formas e formas de expressar sua opinião. Portanto, tenha sempre cuidado ao falar e, antes de rejeitar algo, mostre que teve a preocupação de analisar a ideia.

10 - Não ter pontualidade na entrega de compromissos – as empresas contam com seus profissionais e com a entrega dos seus trabalhos. Atrasar-se para uma reunião ou deixar de entregar trabalhos, cuja entrega você já havia confirmado, mostra claro descaso com suas obrigações e também pode dar sinais de incompetência.

Hoje em dia há muitos factores externos, mas atenta que o comportamento inadequado é o motivo que mais leva à demissão de um colaborador! Trabalha o teu!

(artigo por Eber Freitas)