O VALOR DE UM VESTIDO…


O VALOR DE UM VESTIDO…
A imagem utilizada para ilustrar este artigo é a “The 
Porcelain  Dress” – O  Vestido  de  Porcelana. É  um 
vestido feito inteiramente á base de porcelana azul 
e branca das Dinastias Ming e Qing. 
As peças estão presas entre si com fio de prata.
O VALOR DE UM VESTIDO…


Toda a mulher deve ter pelo menos um vestido no seu guarda-roupa! Barato, caro, comprido, curto, não interessa! O que interessa é que, com ele, tu te sintas a mulher mais fantástica do Universo! – e eu tenho a certeza que és, agora só tens de o mostrar…

O vestido pode ser da marca XPTO, lavável na máquina da roupa de casa, de preço acessível, já disse e repito, não importa! O teu vestido se te ficar bem, é um must! Pode ser um vestido que lembre uma pintura impressionista como, por exemplo, aquela que eu tive o prazer de ver no Musee d'Orsay numa viagem de férias a Paris, em 2007. E se a memória não me falha, o título oficial da pintura é "Jardim do Artista em Giverny, 1900", de Claude Monet… bem, o vestido pode ser de facto exuberante ou um simples liso. Quem se importa?

Só te podes dar ao luxo de ter um? Óptimo, mas tem! A vida é boa! E tudo é possível com um vestido! O sentires-te fabulosa não tem preço. Usa-o. Faz uma entrada fabulosa e sente: “Como me posso sentar?" e, então, dança, rodopia, mostra a todos como o teu lindo vestido te fica tão bem. Perfeita. E então usa-o. Usa-o para todo o lado. Com sapatos altos. Com sapatos baixos. Com os pés descalços. Com uma carteira que até de lona pode ser… 
e quem brilha és TU…

Percebes agora a necessidade de encontrar o teu vestido perfeito? 
Ele é um bónus para a tua pessoa, para a tua personalidade, para a tua figura feminina… e não só para aquele dia… Ele está repleto de cor, de alegria e de magnitude. 

Brilha! Porque todos que fazemos parte da tua vida, adoramos te ver brilhar!

CAMISA BRANCA…

Crisp White Shirt by Cameron Diaz in Carolina Herrera 
CAMISA BRANCA…

A camisa branca é uma das peças mais básicas e versáteis do guarda-roupa de homens e mulheres. Feita de diversos materiais, principalmente dos naturais, como o algodão ou a seda, mas também de tecidos sintéticos, ela está sempre presente em colecções tanto de verão como de inverno, com modelos que vão dos mais tradicionais aos que seguem as tendências de moda vigentes, como as versões com babados, aplicações e botões metálicos.

A camisa branca é um clássico que só podia ter sido desvendado por Coco Chanel. Há toda uma simplicidade e elegância numa camisa branca que a estilista tomou como suas e conseguiu tornar feminina uma peça originalmente masculina. E actualmente é tão difícil imaginar uma mulher sem uma peça dessas no armário!

A camisa branca nunca sai de moda, entra e sai na estação, muda-se a temporada, a moda e ela está sempre lá, firme e forte. Pode passar por alguns lifts, ganhar rendas, fica mais compridinha, etc., mas a tradicional com corte mais torneado e cintura marcada é sempre um hit em que vale a pena apostar! Fica bem com saia, calças, calções, pode se usar em ambiente de trabalho, casual e até para sair à noite. Tudo depende da combinação, dos acessórios e claro, do quanto você “brinca” com ela. Vale amarrar, dobrar as mangas, brincar com sobreposições de blusinhas e casacos por baixo ou por cima dela, coletes, faixas… enfim, a verdade é que dá para usar a mesma camisa mais de uma vez na semana, sem parecer a mesma peça! É mesmo muito versátil e por isso exemplar!

E hoje é notícia porque Carolina Herrera lançou mais uma edição de 13 looks com a camisa branca! A camisa branca é um ícone da marca desde 1981, data em que a casa apresentou a sua primeira colecção. Desde então, a peça que se mantém actual, simboliza a elegância e sofisticação da mulher Carolina Herrera. Em sua homenagem, a casa lançou uma colecção denominada "White Shirt Collection", pertencente à sua linha de lifestyle. Com um estilo clássico ou com influencias de alta costura, esta será sempre uma peça versátil e intemporal que, tal como o "Little Black Jacket" da Coco Chanel, foi apelidada pela casa de "Crisp White Shirt".

ACCESSORIZE…

ACCESSORIZE…
ACCESSORIZE…

Neste artigo damos algumas dicas para escolher os acessórios ideais para ti:
1. Em primeiro lugar, os teus acessórios, incluindo as malas, devem reflectir a tua personalidade. A regra base é escolher peças que têm a ver contigo, e não com base nas últimas tendências. Não vale a pena correr para as lojas para comprar um colar XL somente porque a moda o dita. Se és uma pessoa que gostas de um estilo invulgar, procura acessórios criativos fora dos centros comerciais, como por exemplo em lojas vintage ou mercados de rua. Se gostas de um estilo clássico, aposta em poucos acessórios mas de boa qualidade.
2. Os acessórios ideais estão em harmonia com as tuas características físicas. Se és uma pessoa alta, aposte em acessórios maiores (incluem bijutaria, malas e cintos), se és uma pessoa mais baixa, mantem os acessórios num tamanho pequeno.
3. Se tens um rosto mais angular, aposta em brincos com formas suaves ou argolas para compensar. O contrário também é verdade: se tens uma cara redonda, brincos com formas verticais ou geométricas são os ideais.
4. Se tens um pescoço comprido, aposta em brincos médios ou grandes para compensar o ‘espaço’ que existe entre a cara e os ombros; se tens um pescoço curto escolhe brincos pequenos para não chamar demasiada atenção para essa zona.
5. Se tens um peito grande, não chames atenção para esta zona através de pregadeiras ou colares que acabem ao nível do peito. Neste caso opte por colares curtos ou bem compridos.
6. Se tens uma estrutura óssea maior (por exemplo dedos grossos), escolhe anéis maiores para criar harmonia. Se tiveres uma estrutura óssea mais fina, opta por anéis, brincos e colares mais leves e pequenos.
7. A mesma regra se aplica para a escolha certa de uma mala e cintos. Pessoas altas ficam bem com uma mala grande; pessoas mais baixas, uma mala pequena ou uma ‘clutch’ ficam muito bem.
8. Se gostas de cores, cria combinações originais entre a cor da tua roupa e as cores dos acessórios. Por exemplo, roupas pretas ou azuis ficam muito bem com acessórios (colares, cintos, malas) numa cor diferente, como o vermelho, coral ou verde alface. A melhor escolha entre acessórios prateados ou dourados depende principalmente da tonalidade da tua pele, no entanto, podes também misturar estes tons com algum cuidado.
9. A cor da mala não precisa de ser igual à cor dos sapatos, isto já era! Mistura à vontade desde que o conjunto da mala, sapatos, e roupas seja harmonioso.
10. Se optares por usar um colar chamativo, usa brincos com muito cuidado ou deixe-os mesmo de lado para não criar um look confuso. Se gostas de usar brincos grandes ou chamativos, evita um colar muito grande ou marcante.
11. Accessorize in Brights – se tens um armário cheio de peças neutras, sejam elas navy, pretas, camel, verde militar ou cinzentas, usa-as com sapatos e mala em duas cores totalmente diferentes.
12. Layer Your Necklaces – é uma abordagem muito Coco Chanel's que está a ser muito usada nos dias de hoje.Usa múltiplos colares do mesmo material ou, ainda melhor, a fazerem contraste uns com os outros. Por exemplo: correntes com pérolas ou brilhantes.
13. Usa lenços e echarpes, no pescoço, na mala, no cabelo. É o último grito.

Se guardas – como muitas mulheres! – os acessórios em gavetas ou caixas e como consequência não consegues ver quais as combinações que te ficam bem nesse conjunto, opta por uma arrumação mais organizada e visível por forma a tirar um maior partido deles.

CV...

Se não és igual aos demais, que o teu CV também não seja…

Tocar guitarra eléctrica há anos, ser perito na preparação de sushi ou surpreender com truques de cartas. De certeza que tens muitas capacidades que dizem muito sobre ti e não as incluíste no teu CV. 

Por isso, existem ferramentas e metodologias para que potenciam o êxito da tua procura de emprego ou mesmo o desenvolvimento da tua carreira, destaco:
• Cria o teu próprio "site" profissional.
• Melhora o teu autoconhecimento: pontos fortes e áreas de desenvolvimento, áreas e funções que se adaptam ao seu perfil, etc.
• Aumenta a tua visibilidade no mercado.
• Ter uma visão 360º.
• Vincula o teu CV às redes sociais – LinkedIn, Facebook, Sites de empresas de RH, etc..
• Suporta o teu perfil com documentos, vídeos, imagens, etc..
• Incrementa a possibilidade de encontrar o trabalho perfeito para ti.

Porque afinal o típico CV já não é suficiente, começa a diferenciar-te!

DICAS RELEVANTES PARA GESTÃO DE CARREIRA...

DICAS RELEVANTES PARA GESTÃO DE CARREIRA:

Procuras um novo emprego, queres mantê-lo, trocar ou progredir? Então,

- Sê influente em Inglês e na tua língua materna, pelo menos; 
- Trata as tecnologias de informação por tu;
- Domina a área de conhecimento em que te formaste e a qual trabalhas/trabalhaste;
- Diferencia-te dos demais;
- Adquire competências transversais: atitude positiva, postura, pro-actividade, mentalidade aberta, vontade de aprender, vontade de vencer, concretização, gestão de relacionamentos, cria redes e não te distancies, estuda e investiga ao longo da vida, faz escolhas profissionais por prazer, segue o teu instinto, mantém múltiplos interesses, alimenta a curiosidade, sê humilde, desenvolve a tua capacidade de ouvir, sobretudo os mais velhos - “Deus deu-te 2 ouvidos e somente uma boca, por alguma razão”,
- Não percas o sentido de cidadania,
- Viaja, apercebe-te de coisas diferentes,
- Não temas a mudança e muito menos rejeites à partida o que é novo,
- Faz estágios curriculares e se tiveres filhos, põe-nos logo nesta onda, para que rapidamente entrem no ciclo,
- Trabalha a tua capacidade de trabalhar as dificuldades,
- Desenvolve o teu espírito de resiliência e de luta
- Aprende a estar em grupo ou interagir em equipa,
- Arrisca e dá o máximo!
- Sê um líder, aprende a ter espírito de líder, tem visão e ritmo na acção, entendendo sempre os outros e o contexto! E aplica em tudo.
- Não te limites a ti próprio - “No one can make you feel inferior without your consent” – Eleanor Roosevelt;
- E, finalmente, trabalha a tua imagem – pessoal, em papel, em plataformas virais (para que todas tenham força, te representem e te vendam)

(Aqui no TU à la mode já se falou muito sobre Marketing Pessoal, consultem artigos para trás)

10 MANDAMENTOS DA GESTÃO DE CARREIRA...

10 MANDAMENTOS DA GESTÃO DE CARREIRA:
1) Sabe
a. O que gostas
b. O que não gostas
c. Teus pontos fortes
d. Teus pontos fracos
2) Combina: competência inquestionável, muito trabalho e alguma sorte
3) Tem uma visão distante das coisas, sê imparcial sempre, e tem uma opinião sobre tudo
4) Define objectivos e persegue-os
5) Trabalha com paixão
6) Cultiva bons contactos, sempre
7) Faz o que os outros não estão dispostos a fazer – torna-te indispensável
8) Procura ser orientado por alguém que respeites
9) Ajuda o teu chefe a subir, ele levar-te-á com ele
10) Tem uma atitude de vencedor

Muda a tua atitude desde já!

LONGA VIDA ÀS RELAÇÕES…

LONGA VIDA ÀS RELAÇÕES…
LONGA VIDA ÀS RELAÇÕES…

Enquanto houver tarefas para partilhar, a relação vai continuar, sabes porquê? Respondem os especialistas…

Um estudo recente da Open University do Reino Unido admite que o segredo do “viveram felizes para sempre” possa estar em gestos como lavar a loiça ou despejar o lixo. O reinado dos jantares à luz das velas chegou ao fim. No século XXI, as relações consolidam-se todos os dias entre o avental, o aspirador e o fogão. Mas nem todos os casais se orientam pela máxima “algumas tarefas por dia e a relação agradecia”.

António e Teresa conheceram-se em Angola, não sabem bem quando – “há mais de 50 anos foi de certeza” – e não se lembram de alguma vez terem tido um jantar à luz das velas “sem ser por falta de electricidade”. Vieram de África para se casarem na Serra da Estrela, no Inverno de 1965. “Já lá vão quase 50 anos e, se alguém souber a receita, agradeço que ma expliquem”, afirma o reformado de 69 anos. A mulher, com 66 anos, resume: “Foi sempre tudo tão simples, sem segredos.”

Um grupo de investigadores da Open University partiu para o estudo Enduring Love? Couple Relationships in the 21st Century à procura da mesma resposta que António: como fazer uma relação durar? As coordenadoras da investigação, Janet Fink e Jacqui Gabb, aperceberam-se de que “os estudos académicos e profissionais mais recentes no Reino Unido concentram-se sobretudo nas causas e efeitos do fim de uma relação” e focam-se na procura desses “factores de stress”. Assim, o objectivo do estudo, publicado em Fevereiro, foi “mudar o foco da pesquisa para aquilo que mantém juntas duas pessoas, em vez dos factores que podem levar à separação”.

As meias são para dobrar a meias
O estudo envolveu 4212 britânicos, homens e mulheres, de diferentes idades, estados civis e orientações sexuais, que afirmaram dar preferência aos pequenos gestos do dia-a-dia, como partilhar as tarefas domésticas, ouvir um “obrigado” ou receber um chá quente quando já se está na cama. “Ele anda doente e não pode ajudar muito, mas antigamente apanhava-o no sofá e só o deixava em paz depois de termos dobrado as meias todas”, conta Teresa. “Era só para ela ficar contente e sempre me distraía enquanto via televisão”, remata António. Em 48 anos de casamento dobrar as meias foi a única tarefa partilhada pelo casal.

As conclusões do estudo britânico, iniciado em Setembro de 2011, parecem não se aplicar aos dois portugueses casados em meados do século passado. Teresa nunca esperou que o marido participasse activamente nas tarefas domésticas e “isso não impediu o casamento de andar”, explica. Depois de pensar um pouco, a mulher acrescenta: “Os tempos agora são outros, veja-se o caso do meu genro, que faz tanto ou mais do que a minha Manuela”.
Manuela é a única filha de Teresa e António que não emigrou, num total de quatro irmãos. Casada com João há mais de 20 anos, “não vê o casamento à antiga, como a mãe dela”, explica o marido, desempregado. “Lá em casa não há trabalhos para mulheres ou trabalhos para homens. Cada um faz o que for preciso e essa é uma das melhores coisas da nossa relação”. De facto, a distribuição de tarefas domésticas foi apontada pela maioria dos participantes no estudo como “particularmente reveladora de apreço”, ao que a investigadora Jacqui Gabb acrescenta que “todos os participantes valorizaram o tempo e a energia investidos a cozinhar.”

“Muitas vezes ele chega mais cedo a casa e faz o jantar para os dois. Se calhar é uma coisa normal... Não sei porquê, mas sinto que é bom para o nosso casamento”. Manuela desculpa-se por não conseguir explicar melhor a importância de ter uma refeição pronta à sua espera, mas sublinha que “não tem nada a ver com ter um empregado”. O estudo da Open University contemplou a dimensão de gestos como preparar uma refeição concluindo que “fazer o jantar para o parceiro pode ser visto literal ou metaforicamente como ‘alimentar’ a relação do casal.”

Os três R’s da relação: “ron, ron, ron”
Se Deus está nos detalhes, o mesmo se costuma dizer do diabo. Reparar nas coisas pequenas permite detectar até o carinho mais camuflado, mas quando a atenção é direccionada para algo menos carinhoso, podem perder-se algumas horas de sono. “No inquérito, o prazer de se estar numa relação marcou as preferências. Os participantes referiram sobretudo a partilha de momentos de humor e de riso. Por outro lado, existem as irritações diárias de quando se vive com alguém, especialmente se tem hábitos enervantes”, explica Jacqui Gabb.

“Antes até conseguia dormir, mas agora nem o posso ouvir. Mal ele liga o ‘tractor’ vou logo para o sofá”, conta Teresa, para quem barulho que o marido faz ao dormir não é muito diferente do de uma máquina agrícola – “um ron, ron, ron que não pára”. Na hora de apontar o dedo ao parceiro, o ressonar é dos primeiros na lista e não importa que seja um acto involuntário. De acordo com o estudo da Open University, fazer barulho a comer ou arrumar mal a loiça na máquina são outras das queixas mais populares.

A geração que sucede a Teresa e António também não escapa ao problema do ressonar, mas Manuela tem mais para acrescentar sobre o marido: “deixa sempre a máquina de barbear mal arrumada e, quando cozinha, consegue sujar sempre o fogão”. A viver juntos há mais de 20 anos, João continua irritar-se com o facto de haver “cabelos por toda a parte” e a não perceber “porque é que ela tem tantos frascos na banheira”.

Meses de investigação valeram aos académicos britânicos a certeza de que “o amor é um conceito escorregadio”. Fogões sujos e cabelos na almofada não serão uma ameaça para quem quer uma relação duradoura, afinal, nas conclusões do estudo lê-se a negrito: “O romance está morto. Longa vida às relações!”


(Artigo por Inês Raposo)

10 SEGREDOS PARA SER FELIZ...

10 SEGREDOS PARA SER FELIZ...
Hoje é assinalado pela primeira vez, o Dia Internacional da Felicidade. A data, 20 de Março, foi definida em resolução da Assembleia Geral aprovada no ano passado, reconhecendo a relevância da felicidade e do bem-estar como objectivos universais.

Numa mensagem sobre este dia, o Secretário-Geral da ONU destacou que a «busca pela felicidade é um elemento essencial do esforço humano»!

Borá lá ser felizes? 



10 SEGREDOS PARA SER FELIZ...

A felicidade, claro, não é uma aspiração apenas feminina. A miragem de um tempo perfeito e de uma vida perfeita faz sonhar e inquieta homens e mulheres. Mas, de alguma forma, e de maneira surpreendente, essa miragem parece mais inalcançável para o sexo feminino. Mesmo depois de beneficiadas, nas décadas passadas, por aquilo que o historiador Eric Hobsbawm chamou de a mais vigorosa transformação da história recente – aquela que as emancipou da servidão doméstica, permitindo que estudassem, trabalhassem e assumissem funções públicas antes reservadas aos homens –, as mulheres ainda sofrem com suas próprias dificuldades e contradições, tanto ou mais do que sofrem com as restrições impostas pela sociedade. “Toda mulher é uma rebelde, normalmente em revolta selvagem contra ela mesma”, escreveu, com infinito sarcasmo e muita perspicácia, o escritor irlandês Oscar Wilde. As mulheres do século XXI parecem de fato ser as juízas mais severas de si mesmas – em casa, no trabalho, nas relações com os homens e no trato dos filhos. O resultado disso é que a palavra culpa ocupa um espaço desproporcional em suas vidas e atrapalha ainda mais a busca da felicidade.

Para eles – mas sobretudo para elas –, eis os segredos das mulheres que encontraram o equilíbrio:

1. DESCUBRA O QUE VOCÊ QUER

Para equilibrar as forças que nos dividem, primeiro é preciso reconhecê-las. “Não há como estabelecer prioridades e dosar tempo e dedicação se não temos clareza sobre os valores que estão em jogo e quem somos”, diz a psicóloga Lilian Frazão, da Universidade de São Paulo (USP). O processo pode ser longo e árduo – e doer quando a balança pender para o lado errado. Mas, com o passar do tempo, a dor leva à inevitável descoberta de quanto cada elemento da vida – a família, o trabalho e a individualidade – contribui para sua satisfação pessoal.
A empresária Aline Cardoso Barabinot teve a sorte de descobrir cedo que, para ela, o trabalho era tão ou mais importante do que qualquer aspecto da existência. Ela é casada há 12 anos com o francês Jean-Luc. É mãe de duas meninas – a mais velha tem 5 anos, a mais nova 2 meses – e se considera uma workaholic sem cura. Dirige uma consultoria de negócios internacionais, onde trabalha, em média, dez horas por dia. Mesmo em licença-maternidade, já se pegou lendo e-mails pelo celular enquanto amamentava. As viagens ao exterior são frequentes, quase uma a cada dois meses. Tanto que sua filha mais velha, Isabelle, está acostumada a falar com a mãe pelo Skype. Quando a menina ficou doente e Aline estava fora, algo que já aconteceu duas vezes, o coração de mãe apertou. Mas Aline lembrou que precisava confiar nas pessoas com quem deixara a filha: o marido e a babá. “Comecei a trabalhar cedo, aos 17 anos. Nunca consegui ficar longe do trabalho, até durante um intercâmbio na França”, afirma. A confirmação sobre a importância da carreira para ela veio quando a filha mais velha, Isabelle, nasceu. “Era um momento importante para mim, mas sentia que não sou só mãe”, afirma Aline. “A maternidade é uma parte do que sou, mas não a única. Ficaria infeliz se tivesse de abrir mão das minhas responsabilidades profissionais.”
A psicóloga americana Cheryl Buehler, pesquisadora da Universidade da Carolina do Norte, concluiu que mulheres de vida atribulada, como Aline, podem, sim, ser felizes. Ela acompanhou 1.300 mulheres durante dez anos e se surpreendeu com os resultados de seu estudo, publicado em dezembro no jornal da Associação Americana de Psicologia. As mulheres que trabalhavam fora e conciliavam a dura rotina de mãe e profissional se diziam mais felizes e tinham menos sintomas de depressão do que as mulheres que não trabalhavam. A explicação, segundo Cheryl, é que as executivas tinham mais recursos financeiros do que as donas de casa para contratar babás e empregadas. Mas a felicidade feminina vai além da possibilidade de contar com ajuda em casa, algo cada vez mais raro. Para sentir-se completa, Aline e outras mulheres precisam aceitar o segundo e, talvez, mais difícil mandamento da mulher plena.

2. COMBATA O SENTIMENTO DE CULPA

Foram décadas de luta por oportunidades iguais na educação e no mercado de trabalho. Não é justo que agora as mulheres se punam por não dedicar o tempo que deveriam ao trabalho aos filhos. Ou ao trabalho. Ou ao marido. Ou aos três. “A culpa é o sentimento mais forte da mulher contemporânea”, diz a economista Regina Madalozzo, estudiosa das relações de trabalho e género do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).
Há dois componentes para explicar a culpa feminina. O primeiro vem da biologia, como resumiu a escritora americana Erica Jong numa de suas frases mais famosas: “Mostre uma mulher que não sinta culpa, e eu apontarei um homem”. As regiões do cérebro responsáveis por notar expressões faciais têm quatro vezes mais neurónios nelas do que neles. A cara de choro de um bebé ao ser deixado pela mãe na escola ou o olhar de reprovação do chefe por uma saída durante o expediente as afectam com mais intensidade. O psicólogo Itziar Etxebarria, pesquisador da Universidade do País Basco, confirmou na prática a maior empatia feminina. Ele mediu a reacção de 360 voluntários, entre homens e mulheres, a situações como esquecer o aniversário de alguém importante. No geral, elas se condoíam mais do que eles.
O segundo componente tem origens sociais. A pesquisa A batalha pelo talento feminino no Brasil, publicada neste ano pela organização internacional Center for Work-life Policy, que estuda o mercado de trabalho, rastreou as origens da culpa em 1.100 brasileiras com curso superior, que trabalham em multinacionais. Cerca de 60% se dizem culpadas por não dar mais atenção aos filhos; 44% sentem mais culpa por não cuidar dos pais idosos. Em torno de 40% admitiram pensar em frear a carreira ou desistir dela por causa das dificuldades para conciliar trabalho e família – e por sentir preconceito no ambiente de trabalho. “Algumas mulheres desistem, acreditando que foi uma opção. Não foi”, afirma Regina, do Insper. “Muitas vezes, desistir da carreira é uma defesa feminina para o fato de que não são oferecidas opções para a mulher driblar os obstáculos da vida doméstica.” Uma pesquisa feita em 2010 pelo Fórum Económico Mundial e conduzida em 20 países, entre eles o Brasil, elencou as barreiras para que as mulheres alcancem os melhores postos de trabalho. A ausência de políticas corporativas para equilibrar a vida pessoal e profissional das funcionárias e a falta de horários flexíveis foram campeões de queixas.
Conformar-se (ou apenas queixar-se) não é solução. “Reduzir os obstáculos à realização profissional feminina não depende apenas de uma mudança cultural, mas também da disposição da mulher para encarar as dificuldades”, diz a socióloga Natália Fontoura, coordenadora de Igualdade e Género do Instituto de Pesquisa Económica Aplicada. Um bom começo é não se deixar abalar pelas próprias cobranças, ao entender que a origem da sensação de culpa é, em parte, externa. “Na história e na literatura, a mulher foi considerada culpada desde tempos imemoriais”, afirma a filósofa Márcia Tiburi. Na Bíblia, é ela quem provoca a expulsão de Adão do Paraíso, por dar ouvidos à serpente. Na mitologia grega, é quem abre a caixa de Pandora, liberando todos os males do mundo. “As mulheres de hoje herdam esse discurso histórico e se sentem obrigadas a provar que podem ser excelentes profissionais, mães, companheiras e, claro, ainda precisam ser lindas”, afirma Márcia. “Quem não consegue ser essa heroína se sente em dívida, como se não tivesse cumprido seu dever.”

3. APRENDA A ABRIR MÃO

Não há nada de errado em renunciar a algum aspecto da vida quando a escolha é consciente (e autónoma). Pelo contrário. “A mulher precisa entender que o equilíbrio pode implicar fechar alguns caminhos, perdas”, diz a psicanalista Walkiria Helena Grant, da USP. Não dá para ser “supermulher”, por mais que todas tentem e sofram com isso. O termo faz referência à figura do herói dos quadrinhos Super-Homem, mas foi usado em contexto sério pela escritora americana Marjorie Hansen Shaevitz. Em 1984, ela descreveu a síndrome da supermulher, no livro de mesmo nome. Fez sucesso ao criticar a ilusão de que a mulher deve sobressair tanto nos traços naturalmente femininos (como carinho ou beleza) quanto nas características atribuídas aos homens, como segurança e sucesso profissional.
A dona de casa Patrícia Azevedo Dotto, de 40 anos, enfrentou sua síndrome de supermulher há dois, quando deixou seu trabalho como dentista e empresária para dedicar-se exclusivamente à família. Casada há dez anos, ela cuidou do enteado Khess e agora se dedica ao filho Klauss, de 11 meses. “As pessoas me questionavam por ter estudado tanto e ter deixado a profissão”, afirma. Ela diz ter sentido insegurança no primeiro momento, mas hoje afirma estar contente com sua escolha. “Entendi que precisava abrir mão de alguma coisa para me sentir realizada como mãe.”
No início do século passado, as mulheres já eram criticadas por ficar em casa, enquanto os homens morriam na guerra. As donas de casa viraram “ameaças à sociedade”, mas não se ofereciam muitas alternativas a esse papel doméstico. Um dos livros que ajudaram a reforçar o preconceito foi o best-seller Generation of vipers (Geração de víboras), do escritor Philip Wylie. As víboras em questão eram as mães amorosas, tidas como responsáveis por mimar os filhos e torná-los fracos. Não era uma crítica feminina, mas sim uma manifestação antifeminina. As feministas do fim da década de 1960 também não perdoavam a escolha pelo papel de mãe em tempo integral. Acusavam essas mulheres de desperdiçar educação. Hoje, a ditadura da mulher profissional começou a esmorecer. “Depreciar a mulher que quer ser mãe é uma distorção”, afirma a intelectual americana Camille Paglia (leia a entrevista completa). “O feminismo deveria encorajar escolhas e ser aberto a decisões individuais.” Isso nos leva a outro mandamento importante:

4. NÃO CEDA ÀS PRESSÕES

Todo mundo tem uma opinião sobre o que as mulheres deveriam fazer com suas vidas. Das feministas que lutam pela igualdade de oportunidades aos conservadores, que defendem a combinação “casamento & filhos”. É duro resistir a essas pressões. Elas tendem a moldar de forma inconsciente as expectativas das mulheres. No passado, as mais estudadas, que ingressavam no mercado de trabalho, ficavam sem casamento. Os homens recusavam atitudes assertivas e independentes. Alguns manuais pós-guerra recomendavam às moças que se fizessem de bobas. Hoje, as demandas são mais variadas e subtis, mas existem.
Nos Estados Unidos, um estudo a ser publicado nas próximas edições do Journal of Family Issues comparou o que os homens desejavam de uma mulher em 1939 e mais recentemente, em 2008. O trabalho revelou que, em 1939, eles preferiam uma boa cozinheira (8º lugar hoje) virgem (10º lugar hoje). Continuam no alto da lista coisas como “ser uma pessoa com quem se pode contar” (era 1º e virou 2º), “estabilidade emocional e maturidade” (foi de 2º para 3º) e “temperamento agradável” (de 3º para 5º). Escolaridade e inteligência estavam em 11º lugar em 1939, saltaram para 4º lugar em 2008. Agora, o que os homens acham mais importante na hora de escolher uma mulher é “atracção mútua e amor”. Antes, isso vinha em 4º lugar. Claramente, as coisas estão mudando, mas nem sempre na direcção de valorizar o conteúdo das mulheres. A beleza, que no passado era o 14º item da lista masculina, agora está em 8º lugar – e subindo!

A artista plástica Nuria Casadevall, de 48 anos, comprou a briga contra as pressões sociais. Especificamente, contra a ideia de que mulher tem de casar e ter filhos. Solteira convicta, Nuria é presidente de um portal na internet. Diz que nunca sentiu que seria realizada como mãe. Ela aprendeu que seus valores – como o apreço pelo desenvolvimento intelectual e pela liberdade – não podem ser violentados para atender a preconceitos sobre a felicidade feminina. “Estou sozinha porque quero”, diz. “Procuro um homem que tenha afinidades comigo, caso contrário não há razões para me casar.” O preconceito ainda existe. “As pessoas pensam que mulher solteira é uma rejeitada. Ou homossexual”, diz Nuria. “Mas você vai se importar com o que as pessoas falam de você? Prezo muito a liberdade de fazer o que quiser quando bem entender.” Hoje, Nuria está mais preocupada em cuidar de si mesma. Faz parte de um grupo que pedala à noite pela cidade de São Paulo, parou de fumar, vai à academia três vezes por semana e viaja sempre que pode. Segundo um estudo divulgado em 2010 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento, em países como Reino Unido, Áustria e Holanda, cerca de um quinto das mulheres na faixa dos 40 anos não tem filhos. No Brasil, 40% das mulheres com mais de 15 anos são solteiras e 34%
ainda não tiveram filhos.

5. VALORIZE-SE

Cuidar de si mesma não é mais uma questão de se adequar a padrões estéticos (leia a reportagem sobre as mudanças nos padrões de beleza). É uma forma de proteger nosso bem mais precioso, o corpo. “Hoje, o conceito de beleza está atrelado à saúde”, diz a psicanalista Joana Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza, da PUC-Rio. Uma vida saudável se traduz no bem-estar mental e social. Os cuidados com o corpo da actriz e modelo Sandra Garcia, de 27 anos, cujas fotos ilustram esta reportagem, são exigências da profissão. Mas ela conseguiu transformá-los em ponto de equilíbrio, em meio a seu cotidiano atribulado. Casada há três anos, concilia os cuidados com a filha Manuela, de 6 meses, com a rotina de trabalhos e testes diários, muitos em horários pouco convencionais. “Faço questão de tirar um tempo para mim e de me cuidar”, diz Sandra. A questão não é ficar bonita. É sentir-se bem. Seus hábitos incluem ginástica todos os dias, sessões de drenagem linfática duas vezes por semana e passeios de bicicleta com o marido aos fins de semana – uma forma de temperar com diversão os cuidados com a saúde. “Para estar bem com minha família e com os outros, preciso estar de bem comigo”, diz Sandra. Para conseguir o tempo necessário para cuidar-se, há uma exigência:

6. SEJA EGOÍSTA

Não é preciso ser egoísta no sentido mesquinho da palavra, mas é importante lembrar que você tem direito a algumas horas de seu dia só para você. Sentiu culpa? (Se a resposta for sim, releia o segundo mandamento e coloque a culpa de lado.) A administradora de empresas Mônica Nascimbeni, de 32 anos, já foi uma workaholic e comandante estressada de uma casa com marido, uma filha bebé, um enteado pré-adolescente e um cachorro. Ela percebeu que precisava se lembrar dela mesma quando pequenos imprevistos cotidianos começaram a tirá-la do sério – um sinal inequívoco de estresse. Hoje, sua rotina continua longe de ser tranquila. Mônica deixa diariamente a filha de 1 ano com a avó para encarar um expediente de dez horas numa multinacional. Mas conseguiu encontrar brechas para, simplesmente, pensar em si mesma. Às terças-feiras e quintas-feiras, participa de um grupo de corrida com percursos de uma hora e meia. “As mulheres não sabem dizer não e, por isso, costumam se anular”, diz Christian Barbosa, presidente da consultoria de produtividade Tríade. “Elas precisam urgentemente encontrar brechas para elas mesmas no dia a dia para se equilibrar.” Na receita de bem-estar de Mônica e de qualquer mulher também não pode falar sexo. Por isso:

7. MARQUE HORA PARA FAZER SEXO, SE FOR PRECISO

As mulheres costumam se esquecer desse ingrediente à medida que suas responsabilidades aumentam – um dado preocupante numa sociedade em que a influência feminina cresce. Um estudo divulgado em outubro na publicação científica Journal of Sex Research mostrou que, quanto maior a influência das mulheres nas decisões familiares, menor é a frequência com que elas fazem sexo. A pesquisa foi feita em países africanos por cientistas da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos Estados Unidos. Os pesquisadores preferem não arriscar explicações sobre a relação entre poder, sexualidade e as famosas dores de cabeça. Simplesmente anunciaram que farão mais estudos para responder à questão.
No dia-a-dia, as mulheres sabem intuitivamente a resposta procurada pela ciência: conforme elas ganham poder de decisão e responsabilidades, o desgaste físico e emocional também é maior. Maior inclusive que nos homens. Elas sentem necessidade de abraçar todas as tarefas (culpa, lembra?), enquanto os homens se dão por satisfeitos em fazer bem uma coisa só. Manter a libido sob pressão permanente é mais difícil. A ginecologista Carolina Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo, coordenadora do Projeto Afrodite, que estuda sexualidade feminina, afirma que marcar hora para fazer sexo é (por incrível que pareça) uma boa medida. Ela garante que o compromisso com o prazer e o bem-estar não vai virar outro compromisso chato do cotidiano. “Tem de colocar na agenda”, diz Carolina. A única recomendação é que o sexo programado não vire o único tipo de sexo da relação. Ele é apenas um lembrete prático de que a satisfação sexual é ingrediente básico de uma vida plena. A mesma regra vale para as saídas com os amigos, os jantares a dois, as idas ao cinema e ao teatro.

8. MANTENHA A VIDA SOCIAL ATIVA

A cada duas semanas, Mônica e o marido deixam as crianças com babás ou alguém da família para pegar um cinema ou jantar. Uma regra semelhante é seguida pela publicitária Florencia Lear, de 23 anos, e pelo namorado, o também publicitário Luiz Felipe Villas, de 30. Os dois moram juntos há um ano, depois de quatro de namoro. Estabeleceram que, ao menos uma vez por semana, o destino deles depois do trabalho não é o apartamento do casal. Juntos ou separados, eles rumam para encontros com amigos. Os passeios não precisam ser a cada duas semanas, como os de Mônica, ou semanais, como os de Florencia. Não há receita. Eles querem evitar que o lazer se transforme em outro compromisso. “É preciso dar espaço à espontaneidade, senão até a diversão vira obrigação”, diz Barbosa, da consultoria Tríade.

9. MANDE O MARIDO PARA A COZINHA

Dividir as tarefas domésticas é a melhor medida para combater uma das maiores fontes de insatisfação feminina: o acúmulo das responsabilidades. Aqui, o recado é para os homens. Segundo uma pesquisa do Pew Research Center, um instituto americano de opinião pública, 62% das pessoas casadas acreditam que dividir as tarefas domésticas é o terceiro elemento mais importante para a felicidade no casamento, atrás apenas de confiança e sexo. A relevância tem explicação lógica. “De forma geral, a mulher e o homem trabalham, mas ele descansa quando chega em casa, enquanto ela começa outro expediente”, afirma a psicóloga Leila Tardivo, da USP. “Essa sobrecarga traz sentimentos de insatisfação e frustração.” No Brasil, segundo um estudo do Instituto de Política Económica Aplicada, homens e mulheres ainda não dividem as tarefas como deveriam. Um estudo do ano passado mostrou que as mulheres dedicam 25,4 horas semanais ao lar, enquanto os homens 10,1.
Florencia, a jovem publicitária, é novata na rotina a dois. Mas conseguiu o que muitas brasileiras julgam impossível: incluiu o namorado no cronograma de afazeres domésticos. “O Luiz já havia morado sozinho. Ele sabe o trabalho que dá cuidar de uma casa”, diz. Enquanto ela arruma a cama do casal, ele prepara o café da manhã. Quatro vezes por semana é ele quem pilota o fogão (quem chega antes do trabalho compra os ingredientes para o jantar). Ele tira o lixo diariamente. Ela lava a louça e mantém cada coisa em seu lugar para o apartamento não virar uma bagunça. A limpeza pesada fica a cargo de uma faxineira, contratada duas vezes por semana. A ajuda de Luiz Villas não só alivia possíveis tensões, como permite que Florencia tenha tempo para si. Quatro vezes por semana, pelas manhãs, ela faz aulas de ioga para cuidar do corpo e relaxar.

10. TENTE VIVER COM MAIS LEVEZA

É essencial diminuir as cobranças, (consigo mesma e com os outros) e superar o estereótipo da supermulher. “A perfeição não existe”, afirma Leila, a psicóloga da USP. “Administrar nossas falhas não significa se acomodar na incompetência.” Um jeito de diminuir a ansiedade de abraçar o mundo é aproveitar o momento presente, cada um deles. Pela simples razão de que o futuro é essencialmente incontrolável. Planejar, prever e antecipar são verbos conjugáveis até certo limite. Depois disso, é preciso relaxar e desfrutar a vida como ela se apresenta. “As mulheres costumam idealizar o futuro e, por isso, ficam ansiosas com a vida que vem pela frente”, diz Artur Scarpato, psicólogo da PUC-SP. Combater essa ansiedade – assim como a culpa – é um dos segredos das mulheres felizes.

(Artigo de MARCELA BUSCATO, MARTHA MENDONÇA, NATHALIA ZIEMKIEWICZ E TONIA MACHADO, COM LUÍZA KARAM, em ESPECIAL MULHER e publicado a 02/03/2012)

O QUE FAZER PARA NÃO DIZER AO OUTRO “O QUE FAZER ”…

O QUE FAZER PARA NÃO DIZER AO OUTRO “O QUE FAZER ”…

O QUE FAZER PARA NÃO DIZER AO OUTRO “O QUE FAZER ”…

Se há coisa que todos lemos ou ouvimos quase diariamente são dicas sobre “como fazer”, “como ser”, “como pensar”, “como agir”, etc. Seja no retorno de férias, em alturas festivas ou a propósito do ano novo, muitos são os títulos nos media anunciando “10 estratégias para…voltar ao trabalho, poupar mais, ajudar os seus filhos a estudar, conquistar o seu amor ou o sucesso profissional…”. Todos sabemos também que depois de os ler/ouvir ficamos na mesma! Seja porque não se aplicam à nossa vida, porque já tentámos mais de metade sem resultado, ou, principalmente, porque ninguém gosta que lhe digam o que fazer e como fazer.

No caso de comportamentos que afectam a saúde e o peso, a lista de exemplos é ainda maior. Pior, mesmo sabendo que não funcionam connosco, não resistimos a tentar “ajudar” aqueles que nos rodeiam, oferecendo dicas e soluções e lembrando-lhes as terríveis ameaças que os podem assombrar se não seguirem os nossos conselhos: “viste o que aconteceu ao teu vizinho porque não parou de comer gorduras...”, “Se não comes a sopa e a fruta também não vês televisão”. Estratégias que compreensivelmente esbarram na resistência do outro, aumentando-a até.

Não haverá nada a fazer? Aplicar-se-á a máxima (que tantas vezes ouvimos também) de que “cada um sabe de si”? Se é verdade que a melhor ajuda tem que vir de dentro, também é verdade que muitas vezes não é possível descobrir essa energia interna sem uma ajuda externa. Ser autónomo (i.e., ser volitivo, decidir por si) não tem que significar ser independente (i.e., fazer sozinho). A verdadeira questão é saber qual a ajuda externa mais útil e catalisadora de resultados. O segredo é não dizer ao outro o que fazer, mas, ainda assim, ajudá-lo a decidir o que fazer, e a fazê-lo de forma consistente.

A investigação em vários domínios (ex. no ensino, na saúde) sustenta a eficácia de algumas estratégias para ajudar o outro a descobrir energias internas para um determinado curso de acção, como inscrever-se no ginásio, comer mais frutas e vegetais, não passar tantas horas sentado, etc. Estratégias que têm três orientações de base: a sustentação e respeito pela autonomia do outro; a promoção de estrutura que possa guiar o desenvolvimento de competências; e a procura de envolvimento interpessoal positivo. De notar que estas orientações são baseadas em modelos e teorias reconhecidos e são sujeitas a regular avaliação científica.

Em relação ao suporte à autonomia, importa acima de tudo não impor cursos de acção e ainda menos controlar a sua compleição. Tal não significa “deixar andar” mas antes procurar discutir um leque de opções possíveis, sublinhando sempre a possibilidade de escolha. Não se trata de dizer, por exemplo, “come a fruta… olha que não te levantas enquanto não o fizeres” nem de “olha, não queres comer não comes” mas de “agora podemos comer pêra, maçã ou kiwi, podes escolher a que queres...”. Tão importante como oferecer escolha é discutir o porquê daquela acção, porque há-de ser importante? A este respeito nem sempre adianta falar dos motivos “racionais” para a mudança, a pessoa pode não querer saber do risco de contrair a doença Y ou Z, mas de ajudar a encontrar razões pessoais para a mesma: “O que é que X te pode trazer de positivo? Como é que te pode ajudar a atingir o que valorizas?” (“Se comer os espinafres vou ficar com mais energia” ou “ir ao ginásio deixa-me sempre mais bem disposta e a dormir melhor”). Esta última questão – encontrar razões pessoais – pode aumentar o sentimento de volição mesmo na ausência de escolha, até porque há situações em que a escolha pode não ser possível ou estar muito limitada.

Incitar ou apoiar a experimentação é sempre de encorajar (ex. desafiando, oferecendo companhia, experimentando também), permitindo a escolha baseada na realidade. Quantas vezes o “não quero ou não gosto” escondem apenas o nunca se ter experimentado. Outras tantas escondem uma insegurança de base (“Não vou ao ginásio porque acho que é só para desportistas”). Um contexto seguro e estruturante, que facilite o desenvolvimento de competências fundamentais, implica: clareza em relação às expectativas (muitas vezes, sem querer, “pintamos” um pouco a realidade, o que vai comprometer a sua replicação futura - “não vai doer nada” tem efeitos contraproducentes quando sabemos que vai doer…); consistência (é importante que os outros saibam com o que contar; nuns dias sermos demasiados críticos e noutros demasiados apoiantes pode desorientar e afastar o outro) e contingência (se há um feedback a dar é importante fazê-lo de forma sequencial à acção).

Por último, importa sublinhar que um clima positivo não tem que significar o elogio fácil e o encorajamento constante, sob pena de não serem sentidos como verdadeiros. Procurar perceber a perspectiva do outro (”o que pensas disto?”, “como é que o sentiste?”), dedicando-lhe tempo e espaço é fundamental. Substituir os julgamentos baseados no resultado pelos do processo é também uma estratégia a experimentar.

É justo terminar dizendo que mesmo que este texto não tenha sido muito bem sucedido em não dizer o que fazer, pode ter servido para lançar a reflexão acerca da forma e intuito com que se faz!

(Artigo de Marlene N. Silva - Psicóloga Clínica e Investigadora na Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa)

FELICIDADE?

FELICIDADE?
FELICIDADE?


Inspira-te!

Fica perto do mar. Apanha sol. Foca o presente, não penses prolongadamente sobre o passado e não penses prolongadamente no futuro. Vive a tua cidade. 

Sorri para alguém. Dança. Relaxa. Lê. Compra uma peça de roupa ou um acessório novo. Sai. 

Partilha momentos com alguém(s) importante. Pensa positivo. Dá uma gargalhada. Viaja. Dá pequenas mostras de carinho. Faz Voluntariado. Persiste. 

Encontra o que te faz rir. Sê curioso. Aprende a gerir o teu tempo. Caminha. Acredita…



Tudo vai correr bem!

BASTA ACREDITAR!

BASTA ACREDITAR!

BASTA ACREDITAR!

Hoje a minha argumentação motivacional passa pela ideia de que basta acreditar! 

Crescemos à procura do nosso lugar no mundo, na nossa comunidade, na nossa família… e a cada dia que passa, eu descubro o poder de alguém querer realmente alguma coisa. 

E há força no optimismo e na luta para desenvolver. Mas também há responsabilidade nesse poder em relação aos que me rodeiam. Somos fortes porque pensamos com o coração, agimos com paixão, vivemos com afectos e, mesmo na crítica, andamos para a frente com intuição e realização! 

Sê auto confiante e desenvolve a tua auto estima! 
Queres sucesso profissional e pessoal? 
Então, domina este poder!

Basta acreditar! 
Acredita!

MEU NOME É MULHER...

MEU NOME É MULHER...



















Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só mulher ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção ..
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER !!!

(de Irene Monteiro Pena)

TUDO PASSA...

TUDO PASSA...
Mas a moda não é nada se Tu não estás bem...

A tua maneira de estar com a vida, contigo mesmo e com os outros é que te faz uma pessoa confiante! E a pessoa confiante é que brilha! E a pessoa que brilha é está na moda! Chama os outros para si!

É verdade, tudo está muito difícil e nós na nossa cabecinha marota cozinhamos cenários sem fim e ainda nos deitamos mais abaixo que não sei quantos de quem a gente se lembra e acha que nos fizeram tanto e eles nem estão aí para nós… Muitas vezes está tudo na nossa cabeça mesmo, porque ainda não estamos no estadio de vida que desejamos, e agora se calhar mais com todas as alterações sociais e profissionais pelas quais Portugal atravessa, e acabamos por falhar com alguém ou alguma coisa.

O que aprender com o insucesso?
Pois eu digo-te, não atingimos um resultado esperado, não conseguimos realizar algo, etc etc, devemos entender tudo isto como uma etapa do crescimento pessoal e/ou profissional. Devemos então:
- encara a contrariedade ou frustração como um incentivo para um novo ciclo;
- reforça a tua auto confiança;
- aprende a valorizar só o que tem de ser realmente valorizado;
- não fantasies, há uma tendência para vermos pior do que realmente foi e magoamo-nos;
- cuida da dinâmica do grupo ou do colectivo afectado;
- cria distância da situação para percebê-la melhor e tirar conclusões;
- mantém-te humilde;
- automotiva-te;
- retém o lado positivo dos acontecimentos negativos;
- e tenta transformar o insucesso numa oportunidade de mudança.

Mas cuidado, porque a tendência é que, quanto mais cansados e pressionados estamos, mais asneiras vamos fazer! É hora de parar. Para. Dá uma volta. Não penses. E depois tudo recomeça como se nada fosse… o mais certo é que Tu viverás até morrer! É a lei da vida! E por isso terás de pôr um pé à frente do outro e o outro à frente do um, e quando deres conta, já estás a andar. E até já estás noutra…

Não te martirizes… TUDO PASSA!

TODOS SOMOS PESSOA E LINDOS À NOSSA PRÓPRIA MANEIRA E SINGULARIDADE!

Enviaram-me este vídeo, absolutamente fantástico e já sabes que adoro partilhar coisas diferentes contigo. Chama-se "To This Day" e tem a ver com o que está por de trás das nossas palavras quando criticamos alguém.

Faz-me um favor, da próxima vez que criticares alguém, e muitas vezes sabemos que é só para te tentares sentir melhor contigo próprio (não pretende ser uma ofensa, mas um facto inequívoco), pára... podes magoar alguém irreversivelmente!

TODOS SOMOS PESSOA E LINDOS À NOSSA PRÓPRIA MANEIRA E SINGULARIDADE!


http://vimeo.com/tothisday/tothisday

Colour Me Beautiful...

Colour Me Beautiful...
Gostei muito deste pequeno texto da Colour Me Beautiful e acho que é mesmo assim...



«Ao longo de trinta anos, as tendências, os gostos e as mulheres mudaram. As mulheres são agora mais confiantes, mais decididas e possuem uma melhor ideia do que querem das suas vidas e também dos seus guarda-roupas! Contudo, nem sempre sabem como o conseguir.


De modo a combinar com o nosso modo de vida actual, precisamos que o nosso guarda-roupa funcione em vários níveis diferentes. Queremos roupas que nos fiquem e nos façam sentir bem, assim como queremos que combinem com a nossa personalidade, a nossa tonalidade natural, as nossas necessidades do dia-a-dia e o nosso orçamento. Por isso, precisamos de um guarda-roupa que seja eficiente e que também nos faça sentir confiantes.»

The Death of the Moustache…

The Death of the Moustache…
The Death of the Moustache…

Burt Reynolds, Tom Selleck, Ned Flanders e mesmo Mark Lawrenson, grandes modelos do nosso tempo, disseram: "todo o grande homem usa barba ou bigode”. E se é verdade, então, homem que é homem usa barba ou bigode?

Facto é que a maioria dos especialistas de moda atestam que muitas tendências, e não importa o quão ridículas, são cíclicas, assim vemos novamente uma acentuada aceitação de barbas e bigodes, com toque dos anos 80.

Com barbas aparadas ou completas estão firmemente de volta à pauta da moda masculina, e vemos famosos modelos masculinos, como Patrick Petitjean por exemplo, a adoptar o estilo. No entanto, apesar dessas tendências emergentes, o bigode full-on acredita-se ter se esgotado o seu momento quando as equipas do Liverpool deixaram de ganhar títulos nacionais.

Durante grande parte do Século XX, porém, o bigode foi uma opção séria, elegante, de auto-expressão, um símbolo de masculinidade, admirado pelo sexo oposto. A partir dos anos 60 até anos 80, o bigode de estrelas como Robert Redford, Tom Selleck e Burt Reynolds eram conhecidos como pregos viris que as mulheres de todo o mundo desejavam ter. Fazendo um fast-forward de um par de décadas, o bigode passa a ser apenas uma mordaça barata para comédias como Borat ou Âncora.

Uma das principais razões postuladas por trás do declínio bigode foi a associação à comunidade homossexual no início dos anos 80, com homens homossexuais a abraçar o estilo como um símbolo de identidade - o mais famoso foi o vocalista dos Queen, Freddie Mercury. Assim, pode-se dizer que os homens heterossexuais sentiram a sua masculinidade afectada ou temiam por poder ter a sua sexualidade questionada.

Actualmente, todos os homens que ostentam uma barba ou bigode são novamente o marco do homem forte e viril. A recomendação, no entanto, é para os mantenha bem aparados. Queremos um ar cuidado e não desleixado nos nossos homens…