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| AS PESSOAS QUE SÃO REALMENTE IMPORTANTES… |
As pessoas que são
realmente importantes…
No mundo de hoje, é fácil ser apanhado pela
superficialidade.
Quero dizer, nós vivemos numa terra repleta de Medias Sociais,
onde a rede e as ligações são parte integrante - e muitas vezes uma parte
absolutamente indispensável . Mas de facto, uma parte das nossas vidas pessoais
e profissionais. Não é incomum para a pessoa média ter centenas – e se não
milhares - de "amigos" ou seguidores no Facebook ou Twitter.
Mas será que essa quantidade sobre a qualidade faz realmente
algum sentido? Somos nós, como indivíduos, quando estabelecemos laços frouxos e
praticamente inexistentes, com diversas pessoas, que até mal conhecemos, fúteis?
Eu costumava pensar assim. Talvez seja um efeito colateral
de viver uma adolescência na escola, com uma família centrada, desprovida de apertos
e com amizades pessoais fora da minha família imediata, mas com o meu
despertar aos 20 anos, eu aprendi que uma das áreas que mais tinha de trabalhar era a das minhas habilidades sociais.
Então eu me coloquei lá fora, ainda que de forma gradual, e
comecei a sair com amigos, colegas de trabalho, etc., mas apesar das actividades
muitas vezes me sentia vazio por dentro. Não te aconteceu?
O ponto central das minhas tentativas era o de construir uma
vida social para tentar preencher esse mesmo vazio que sentia dentro de mim e
enquanto eu tivesse momentos íntimos, conversas significativas, e por aí
adiante, e parecia-me que a ideia geral era boa... Mas ninguém se dá a conhecer assim
fácil, ninguém está realmente seguro e confiante em si mesmo e acaba por cair na
farsa de ser quem elas realmente não são. E, com todo o mundo a abanar as suas
máscaras de perfeição, não é possível alcançar profundas ligações. Então, como
podemos realizar o nosso desejo de preencher esse vazio interior e persistente?
Bem, enquanto eu tento construir um círculo social neste
mundo real, eu me contento com muitas pessoas com quem partilho interesses e
que em dadas situações me fazem sentir tão bem. Confiei nas amizades falsas do
Facebook, mesmo sabendo que a natureza impessoal do meio não poderia saciar a minha
fome de um relacionamento próximo. E no meu coração, eu sabia que só tinha a
minha família e um punhado de amigos, aqueles de verdadeira confiança que
sobrevivem ao passar do tempo e aos interesses que mudam no tempo.
A minha conclusão é... eu não preciso de centenas de
"amigos". Eu não quero estabelecer relações superficiais, sem nenhuma
substância. Mesmo com familiares. Agora penso que, se eu vou conhecer alguém,
eles também me vão conhecer. E é um grande presente. Porque eu sei que podem contar
comigo. E eu também quero poder contar com eles. Eu sei que a minha família me apoia
incondicionalmente, que a minha namorada é incrível e que um punhado de amigos me aceitam
por quem eu sou. Com estes não há reservas. Eles vêem o bom e o mau em mim e
decidiram ficar, por mim.
Então, enquanto outros podem passar os dias procurando
em vão o senso de pertencer a qualquer coisa, eu tive uma reflexão e sei, quem são as pessoas que realmente importam!

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