SÊ UM SUPER-HERÓI…

SÊ UM SUPER-HERÓI…
SÊ UM SUPER-HERÓI…

A infância é um período mágico. Os mais variados sonhos e ilusões habitam nossa mente. A fértil imaginação de uma criança é sempre vista com bom humor pelos mais velhos. E eu posso até apostar que 100, em cada 100 crianças, pensa pelo menos uma vez na vida em ser um super-herói quando crescer. Super-herói? Mas ora então, o que é preciso para se ser um super-herói? Para a maior parte das pessoas, parece que é só preciso ter sorte: nascer num lugar inóspito e ter uma família especial, como o Super-Homem na véspera da destruição de Krypton; ou se expor a uma radiação ionizante e que de alguma forma desenvolve habilidades sobre-humanas (ao invés de cancro, claro!), como o Homem-Aranha ou o Hulk. Ou ainda, nascer um ambicioso multimilionário, como Bruce Wayne, Oliver Queen ou Tony Stark – que deixam de ser os mimados malvados para se tornarem Batman, o Green Arrow e o Homem de Ferro, respectivamente. Estes super-heróis não mutantes têm poderes sobre-humanos! E é isso levanta a questão: é, então, possível ser um super-herói?

A resposta é sim! e nada tem a ver com dinheiro, berço ou sorte! Ao retractar temas do quotidiano, as “histórias aos quadrinhos” conquistam meninos e meninas, homens e mulheres, pessoas de todas as idades, porque para além de educarem sem monotonia, os vilões são superpoderosos e obrigam o super-herói a se superar para vencer.

Retiramos daqui que é tudo uma questão de atitude. Ser um vencedor, um não submisso ou desistente!

1. Aprendendo a ser altruísta
Os super-heróis quase sempre apelam ao uso de máscaras para poder ajudar a humanidade a se livrar do mal sem revelar sua própria identidade. Eles se doam à sociedade abrindo mão de qualquer reconhecimento. Existe prova maior de altruísmo?

Exemplos Clássicos: Homem-aranha: Peter Parker teve mil oportunidades de usar o poder do Homem-Aranha em proveito próprio. Mas sua tia ensinou-lhe que o melhor poder é fazer o bem. Quanto maior esse poder, aliás, maior é a responsabilidade. Batman: Bruce Wayne, a identidade secreta do Batman, doou toda a sua fortuna aos necessitados, além de financiar medicamentos com o dinheiro das indústrias Wayne e de criar uma rede de bolsas de estudos para crianças carentes.

2. Aprendendo a conviver com as diferenças
Em 2012, houve o primeiro casamento gay dos quadrinhos: o de um membro do X-Men com seu namorado afro-americano Kyle Jinadu. E a Estrela Polar, também do X-Men, juntou os trapos oficialmente com um ser humano, outra grande quebra de padrões para este universo. Na escola dos mutantes, aliás, há criaturas com diversas habilidades, unidas pelo objectivo comum de defender as pessoas de quem temem e as odeiam. Mas podemos também lembrar o Capitão América, representante do sonho americano da liberdade e igualdade de oportunidades, que lutou na Segunda Guerra Mundial contra os nazistas, que se consideravam uma raça superior.

3. Reconhecer a igualdade entre os sexos
Se as aventuras de 1960 mostravam a mulher como namorada, sempre resgatada do perigo, nas últimas décadas este conceito mudou radicalmente, conferindo às mulheres um papel activo nas histórias: a Mulher invisível Susan Storm tem três doutoramentos e é o único membro do Quarteto Fantástico capaz de discutir com o namorado, o Senhor Fantástico, considerado o homem mais inteligente dos quadrinhos. A Fênix, dos X-Men, tem o poder mais invejado dos super-heróis: destruir estrelas. A Tempestade vira líder do grupo após a saída de Ciclope. E podemos ainda mencionar as habilidades da Mulher Maravilha lhe permitem lutar com deuses gregos.

4. Praticar a inclusão, trabalhar a resiliência e programar para o sucesso
Ser um super-herói é superar qualquer dificuldade, seja emocional, intelectual ou mesmo física. Um dos exemplos mais conhecidos é o do Demolidor, Matt Murdock, que perdeu a visão num acidente com um caminhão de lixo tóxico eao descobrir que seus outros sentidos tinham-se ampliado, passa a levar vida dupla: de dia é advogado e à noite combate o crime. A Batgirl que a dada altura ficou paraplégica depois de levar um tiro de um vilão. Mas, unindo sua inteligência ao vasto conhecimento de informática, torna-se hacker e começa a divulgar informações sobre bandidos a agências da lei e a outros super-heróis. Ou o professor Charles Xavier que treina os X-Men, mutantes com habilidades super-humanas, para viverem em paz com outros e consigo mesmos. Ele teve de lidar com sua diferença e aceitar-se, pois não consegue voltar à aparência humana.

5. Respeitar todos os modelos de família
Existe família de todo tipo, não só a clássica, com pai, mãe e filhos vivendo sob o mesmo tecto. Clark Kent foi adoptado pelo casal terrestre Martha e Jonathan Kent, que não podiam ter filhos, quando sua cápsula espacial caiu no meio da fazenda. No Batman, o mordomo Alfred assumiu a criação de Bruce Wayne. E, no Homem Aranha, a tia May cria o Peter Park. Já que ambos perderam os pais assassinados. Os X-Men encontraram no professor Xavier, a sua figura paterna. E o Quarteto Fantástico criou a Fundação Futuro para cuidar dos pequenos prodígios da humanidade.

Ou seja, as histórias retractam diferentes modelos familiares e conseguem dar aos órfãos a ideia que se podem tornar especiais, uns super-heróis, com a sensação de segurança e que estão a ser bem cuidados.

Resumindo, há coisas que nunca irão passar de moda, a educação, o respeito pelo outro, a aceitação pessoal e dos outros, a aceitação das diferenças, etc. Trabalha-as! E há coisas que fazem falta para seres melhor, confia na tua inteligência, habilidade e força. Tu nasceste para o sucesso. Supera-te! Trabalha características fundamentais, tais como: iniciativa, resiliência, flexibilidade, determinação, responsabilidade, garra, dinamismo, serenidade e zelo. Além de todas essas, ainda precisas ter conhecimento sobre o teu trabalho, ser ético, observador, saber influenciar as pessoas e se relacionar com os outros, ser amigo e comprometido com a organização e com a sociedade e, finalmente, não ter medo de correr riscos. E acredita. Acredita! Isto fará de ti um super-herói!


Aaaahhhh, procurando nas brumas da memória, na ancestralidade e nos ensinamentos do fantástico, os portugueses de hoje bem podiam ser...

...vá... MEXE-TE!

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