EU: SER INCOMPLETO, IMPERFEITO E LINDO!

EU: SER INCOMPLETO, IMPERFEITO E LINDO!
Há muito que tens a ideia de que não fazes nada certo?
Há muito que andas frustrado e não sabes como mudar este sentimento?

“Estes sentimentos, provavelmente, não são novos na tua vida, e estão presentes há muitos anos.
Permite-me introduzir dois termos frequentemente utilizados e debatidos, não só dentro da área da psicologia, mas também fora dela: a autoestima e o autoconceito. Ambos os conceitos estão relacionados com a imagem que temos de nós próprios, e que vai sendo construída ao longo dos anos, bem como o valor que atribuímos a essa imagem (“sei que sou irreverente e gosto muito de o ser”).

Ter uma autoestima globalmente positiva significa apreciar-se e gostar de ser quem se é, aceitando-se como SER INCOMPLETO E IMPERFEITO, com atributos positivos e outros menos conseguidos.
A autoestima é, pois, uma das variáveis mais importantes no ser humano, na medida em que influencia a forma como nos olhamos e relacionamos com o mundo.
Esta condição não deveria ser sentida como ‘tudo ou nada’. Podemos ser muito bons em determinadas áreas e menos eficientes noutras. No entanto, para algumas pessoas isto não é bem verdade. Essas pessoas sentem que são menos adequadas em comparação com os outros e quando confrontadas com o seu bom desempenho em determinadas áreas, tendem a desvalorizá-lo ou achá-lo pouco importante.

Não é fácil alterar a visão que temos de nós próprios. É necessário um trabalho interno persistente e uma forte motivação para a mudança. Deixo aqui algumas sugestões:
- Identifica o teu discurso interno negativo. Por detrás de uma baixa autoestima estão padrões de pensamentos negativos. O discurso interno destrutivo é uma constante: “não faço nada certo”, “qualquer pessoa do mundo faz qualquer coisa melhor do que eu“. Estes pensamentos negativos fazem-te ficar triste, deprimido e desvaloriza-te. Mudá-los, embora possível, requer muita disciplina e persistência.
- Tenta compreender as experiências negativas do passado que possam estar na origem da baixa autoestima. A maior parte das nossas crenças surgem na infância. Assim, identificar a origem de algumas crenças negativas, é fundamental.
- Tenta corrigir a voz crítica. Para aumentar o valor pessoal é necessário alterar o discurso interno hipercrítico, aquele que serve apenas para nos fazer sentir pior e em nada ajuda a superação pessoal. Escrever numa folha esses pensamentos e analisá-los racionalmente, percebendo o carácter generalista e pouco objectivo de tais afirmações, pode ser uma grande ajuda.
- Percebe que somos responsáveis pelas nossas vidas. Outra ideia importante a reter é a noção de ‘locus de controlo’. As pessoas com uma baixa autoestima acreditam que a grande maioria dos acontecimentos das suas vidas (bons e maus), não dependem directamente de si e do seu comportamento, mas antes dos outros ou do acaso. Esta noção não só aumenta o sentimento de irreversibilidade (“sou burra, não há nada a fazer”), como o torna numa pessoa passiva.
- Treina uma autoavaliação e autoaceitação positiva. Aprende a lidar de forma equilibrada e racional com as tuas forças e fraquezas, deixando de ser hipercrítico e pouco tolerante.

Não existe um elixir, uma poção mágica. É preciso procurar e batalhar por aquilo que se quer, construindo e reconstruindo-nos a cada passo, conquistando aquilo que queremos e quem queremos ser. Muda o que não está bem. Se não o conseguires sozinho, procura ajuda.”

Começa hoje mesmo a apreciar-te e a gostar de ser quem és, aceita-te como SER INCOMPLETO E IMPERFEITO! Como todos nós... TU és TU e tens orgulho!

(Artigo de Ana Mary Monteiro Lapa, Psicóloga Clínica e podes vê-lo na íntegra em http://www.maxima.xl.pt/consultório-de-psicologia)

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